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Ayi Kwei Armah’s Intellectuals of the African Renaissance

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Author(s): Fouad Mami

Journal: Cadernos de Estudos Africanos
ISSN 1645-3794

Issue: 21;
Start page: 163;
Date: 2011;
Original page

Keywords: educational system | Western education | social transformation | African intellectuals | sistema educacional | educação ocidental | transformação social | intelectuais africanos

ABSTRACT
Ayi Kwei Armah is a living Ghanaian novelist and cultural activist. His life and body of novelistic experiments show a meticulous preoccupation with Africa’s present cultural crisis. His seven novels to date, in addition to his autobiography entitled The Eloquence of the Scribes (2006), all illustrate a relentless intellectual campaign for articulating the ways in which the ”right” and committed intellectuals can be singled out from what he takes as multitudes of pseudo- or parvenu academics. For Armah, a carefully devised and administered educational system should form the basis for a reformed African ethos. This article explores Armah’s call for renovating the present educational philosophy that aims to promote a new idea of Africa. Constructing an authentic educational system is justified by him through the need to supersede the devastating effects imposed by and instituted through colonial education. Below is an attempt to debate Armah’s deconstructive approach of the colonial educational pattern. Similarly, viable prospects of a change of perspective are reviewed. In founding schools throughout Africa and granting scholarships in metropolitan universities to African students, Armah thinks, colonial powers only meant to maintain control, even after the end of their direct occupation.Ayi Kwei Armah é um romancista e activista cultural ganês. A sua vida e o conjunto dos seus romances revelam uma profunda preocupação com a actual crise cultural africana. Os sete romances publicados até à data e a sua autobiografia, intitulada The Eloquence of the Scribes (2006), ilustram um incansável activismo intelectual na procura de um compromisso entre os intelectuais “verdadeiros” e engajados que os destaquem daquilo que considera serem as multidões de arrivistas pseudo intelectuais. Para Armah, um sistema educacional assente numa planificação e administração cuidadas deveria constituir a base para um renovado ethos africano. Este artigo explora o apelo de Armah para uma renovação da filosofia do sistema educativo com vista à promoção de uma nova ideia de África. Armah justifica a construção de um autêntico sistema de ensino pela necessidade de superar os efeitos devastadores que foram impostos e instituídos pela educação colonial. Este artigo constitui uma tentativa de debater a abordagem desconstrutivista de Armah do modelo de ensino colonial. Simultaneamente abordam-se as propostas que advogam uma mudança de perspectiva na área do ensino. Na opinião de Armah as potências coloniais, ao inaugurarem escolas em todo o continente africano e ao concederem a estudantes africanos bolsas de estudo para universidades europeias, pretenderam manter o controlo sobre as populações colonizadas mesmo após o fim da ocupação efectiva.
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