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Bairros sem voz The voiceless suburb

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Author(s): Olivier Masclet

Journal: Tempo Social
ISSN 0103-2070

Volume: 18;
Issue: 1;
Start page: 61;
Date: 2006;
Original page

Keywords: Periferias francesas | Militância social | Esquerda municipal comunista | Jovens de famílias migradas | Discriminação social | História urbana e moradia social | French Suburbs | Social Militancy | Communist Municipal Left | Youths from Immigrant Families | Social Discrimination | Urban History and Social Housing

ABSTRACT
Este artigo aborda as relações dos habitantes das periferias francesas com a política, mais precisamente daquela população originada das imigrações argelinas e marroquinas. Pretende explicar as razões pelas quais a militância dos filhos de imigrados é pouco considerada e reconhecida como tal pela esquerda municipal, em particular o Partido Comunista (PC), que administra ainda hoje numerosas prefeituras nas periferias francesas. Com base em uma pesquisa etnográfica desenvolvida nos anos de 1990 e na análise da situação da cidade de Gennevilliers, onde a pesquisa foi realizada, o autor desenvolve duas ordens de razões para explicar o divórcio entre a esquerda e os moradores das periferias. De um lado, as representações particularizantes dos filhos dos imigrados argelinos e marroquinos, que os fazem parecer uma categoria à parte, como "jovens de origem estrangeira", "segunda geração de imigrados", "populações problemáticas". De outro, a história urbana das municipalidades de esquerda nos últimos cinqüenta anos, em particular as circunstâncias que presidiram as evoluções da moradia social, na forma da construção de grandes conjuntos habitacionais nas periferias industriais. É no cruzamento dessas duas leituras que se pode compreender a situação dos bairros populares, hoje duplamente deserdados: no plano econômico, como é correntemente enfatizado, e também no plano político, mais raramente notado.This article examines the relations between residents of the French suburbs and the police - or more precisely, the population formed by generations of Algerian and Moroccan immigrants. It attempts to explain why the militancy of the children of immigrants is infrequently considered and recognized as such by municipal left-wing groups, in particular the Communist Party (PC), which runs numerous local councils in the French suburbs even today. Based on long-term ethnographic research conducted in the 1990s and an analysis of the situation of Gennevilliers, the town where the research was carried out, the author develops two lines of reasoning to explain the divorce between the political left and the residents of the suburbs. Firstly, the stereotypical image of the children of immigrant Algerians and Moroccans, which makes them appear a category apart, "foreign youths", "second generation immigrants", "problematic populations". And secondly, the urban history of left-wing municipalities over the last fifty years, in particular the circumstances behind the evolution of large housing estates in the industrial outskirts. Combining these two readings allows us to an insight into the situation of the working class districts, today doubly disinherited: at an economic level, as is frequently emphasized, and at a political level, a factor more rarely noted.
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