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Bioética e direitos de personalidade do nascituro Bioética e direitos de personalidade do nascituro Bioética e direitos de personalidade do nascituro

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Author(s): Silmara J. A. Chinelato e Almeida

Journal: Scientia Iuris
ISSN 1415-6490

Volume: 1;
Start page: 87;
Date: 2012;
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Keywords: Concepção | Direito à vida | Direito à integridade física | Direito à integridade moral | Direito à integridade intelectual | Embrião.

ABSTRACT
Nascituro é a pessoa por nascer, já concebida no ventre materno. No Brasil tem-se três correntes fundamentais acerca de sua natureza jurídica: a natalista, em que se afirma que a personalidade civil começa do nascimento com vida, conforme o artigo 4° do Código Civil, mas não explica as expectativas de direitos e baseia-se no Direito Romano, que não considerava o nascituro como pessoa, a da personalidade condicional que reconhece a personalidade desde a concepção, mas condiciona ao nascimento com vida, deixando à margem os Direitos da Personalidade, tal como o direito à vida, que não depende do nascimento com vida e a concepcionista que sustenta que a personalidade começa da concepção. A personalidade não se confunde com a capacidade e aquela não é condicional, apenas certos direitos patrimoniais dependem do nascimento com vida. Os Direitos da Personalidade são as faculdades jurídicas cujo objeto são os diversos aspectos da própria pessoa do sujeito, bem assim seus prolongamentos e projeções. O Código Civil não tutelou sob tal denominação, mas reconhece-os em vários dispositivos. R. Limongi França classifica de forma tripartite os Direitos da Personalidade: Direito à Integridade Física, Direito à Integridade Moral é Direito à Integridade Intelectual. Classificamos em quatro categorias, colocando o Direito à Vida como categoria autônoma, não integrante do Direito à Integridade Física. O Direito à vida é o primordial e condicionante já que sem este os outros inexistem. O Direito à Integridade Física não se confunde com a da mãe e as diversas técnicas médicas intra-uterinas demonstram esta preocupação com o nascituro em qualquer fase de desenvolvimento, aponta-se aqui a indenização de danos pré-natais previsto no Direito Estrangeiro. O Direito à imagem diz respeito à reprodução física da pessoa, por qualquer meio de captação, incluindo a ultra-sonografia. O Direito à honra existe desde o momento da concepção. Assim, enfatiza-se que os Direitos da Personalidade iniciam-se desde a concepção e ultrapassam a morte. O Direito de Personalidade do Embrião Pré-Implantatório por constituir espécie do direito à identidade e opõe-se ao anonimato exigido dos doadores de gametas, sendo que a destruição da identidade dos pais genéticos implica em responsabilidade civil, por dano moral, pela violação de direito da personalidade.Unborn child is the person to being born, already conceived in the maternal womb. In Brazil there are three basic theories concerning its legal nature: the Natalist Theory, that affirms that the civil personality starts up with the birth with life, as the article 4th of the Civil Code, but it does not explain the expecting rights and it is based on the Roman Law, that did not consider the unborn child as a person; the Theory of the conditional personality that recognizes personality since conception, but it is conditioned with the birth with life, leaving to the edge the Rights of Personality, such as the right to life, that does not depend on the birth with life and the Concepcionist Theory that supports that personality starts with conception. The personality may not be confused with the capacity and that one is not conditional, only certain patrimonial rights depends on the birth with life. The Rights of Personality are legal faculties whose objects are the diverse aspects of citizen’s proper person, as well its prolongations and projections. The Civil Code did not tutor such denominations, but it recognizes them in some devices. R. Limongi França classifies in a tripartite form the Rights of Personality: Right to Physical Integrity, Right to Moral Integrity and Right to Intellectual Integrity. We classify in four categories, placing the Right to Life as independent, not integrant category of the Right to Physical Integrity. The Right to life is primordial and it is conditional since without it the other rights do not exist. The unborn child's right to Physical Integrity must not be confused with the mother's and the diverse intrauterine medical techniques demonstrate this concern with the unborn child in any phase of development, for example, the indemnity of prenatal damages foreseen in foreign law. The Right to image concerns to physical reproduction, by any way of captation, including the extremeone. The Right to honor exists since conception. Thus, it is emphasized that the Rights of Personality are initiated since conception and exceed death. The Right of Personality of Pre-Implantatory Embryo for constituting species of the right to identity and opposes it the demanded anonymity of gametas owners, being that the destruction of identity of genetic parents implies in civil liability, for pain and suffering, and to breaking of the right of personality.El naciente es la persona para nacer, concebida ya en la matriz maternal. En el Brasil existen tres teorías básicas referentes a su naturaleza legal: la teoría natalista, donde si afirma que el comienzo civil de la personalidad del nacimiento con vida, como el artículo 4ª del código civil, sino él no explica los derechos y lo que esperan se basa en lo Derecho Romano, que no consideraba lo naciente como persona; la teoría de la personalidad condicional que reconoce la personalidad desde el concepto, solamente condiciona el nacimiento con la vida, dejando al borde los derechos de la personalidad, tales como lo derecho a la vida, que no depende del nacimiento con vida y el concepcionista que apoya que el comienzo de la personalidad del concepto. La personalidad si no confunde con la capacidad y aquél no es condicional, sólo ciertos derechos patrimoniales dependen del nacimiento con vida. Los derechos de la personalidad son las facultades legales que tienen por objeto los diversos aspectos de la persona del ciudadano, así como sus prolongaciones y proyecciones. El código civil no tuteló tales denominaciones, sino que las reconoce en algunos dispositivos. R. Limongi França clasifica de la forma tripartita las derechas de la personalidad: Derecho a la Integridad Física, Lo Derecho a la Integridad Moral y a la Integridad Intelectual. Clasificamos en cuatro categorías, poniendo lo derecho a la vida como categoría independiente, no integrante de lo derecho a la integridad física. Lo derecho a la vida es primordial y el condicional una vez que sin esto los otros derechos inexisten. Lo derecho a la integridad física del naciente no si confunde con lo de la madre y las técnicas médicas intrauterinas diversas demuestran esta preocupación con el naciente en cualquier fase del desarrollo, punto aquí la indemnidad de los daños prenatales previstos en la ley extranjera. Lo derecho a la imagen dice respecto a la reproducción física de la persona, para cualquier manera de la captación, incluyendo las extremas. Lo derecho al honor existe desde el momento de la concepción. Así, se acentúa que los derechos de la personalidad están iniciados desde la concepción y exceden la muerte. Lo derecho de la personalidad del embrión pret-implantatorio para constituir la especie de lo derecho a la identidad y la opone el anonimato exigido de los donantes de gametas, siendo que la destrucción de la identidad de los padres genéticos implique en responsabilidad civil, por dolor y el sufrimiento, el romperse de lo derecho de la personalidad.
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