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Caatingueiro peasant: reflexions about of the peasantry in the brazilian Semi-Arid Camponês caatingueiro: reflexões sobre o campesinato no Semi-Árido brasileiro

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Author(s): José Aparecido Dourado

Journal: Geotextos : Revista da Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia
ISSN 1809-189X

Volume: 8;
Issue: 1;
Date: 2012;
Original page

Keywords: Camponês caatingueiro | Semi-árido | Seca | Território | Desenvolvimento regional/territorial.

ABSTRACT
With this article we propose a reflection on the peasant caatingueiro in its geographical dimension. This approach is based on the cultural, political, economic and social aspects, in order to provide elements that characterize and differentiate the peasant caatingueiro described the backcountry or appointed by the classical literature (Cunha, 1991) and by contemporary authors, as is the case of Brandão (2009). Along the historical process approaches to the Sertão and the backwoodsmen were characterized by a homogeneous political and cultural discourses and supported by public policies that deal with farmers from different regions of Brazil as if it existed only in a single-dividuum backcountry, similar the figure of “Jeca Tatu” described by Monteiro Lobato. It seeks, from the relationship between theory and empiricism, seeking to go beyond the a priori, showing that the social subject area produces and is produced by him. Their values, socio-cultural practices and worldviews exert a strong influence on their form of social organization and their relationship with their place of living, in this case, the semi-arid. The development projects designed for the fraction of the country are guided by the contradiction delay versus modernity, or dry versus water availability as foundational elements to justify policies of regional development / planning.Com este artigo propomos uma reflexão sobre o camponês caatingueiro em sua dimensão geográfica. Essa abordagem está fundamentada em aspectos culturais, políticos, econômicos e sociais, de modo a apresentar elementos que caracterizem e diferenciem o camponês caatingueiro do sertanejo descrito ou apontado pela literatura clássica (CUNHA, 1991) e por autores contemporâneos, como é o caso de Brandão (2009). Ao longo do processo histórico as abordagens sobre o Sertão e os sertanejos foram caracterizadas por uma homogeneidade político-cultural sustentada por discursos e políticas públicas que tratam os camponeses de diferentes regiões do Brasil como se de fato existisse apenas um único in-dividuum sertanejo, similar à figura do “Jeca Tatu” descrito por Monteiro Lobato. Intenta-se, a partir da relação entre a teoria e a empiria, buscar ir além dos aprioris, demonstrando que esse sujeito social produz território e é produzido por ele. Seus valores, práticas sócio-culturais e visões de mundo exercem forte influência em sua forma de organização social e em sua relação com o seu lugar de vivência, nesse caso, o Semi-árido. Os projetos desenvolvimentistas pensados para essa fração do território nacional são pautados na contradição atraso versus modernidade, ou ainda seca versus disponibilidade de água como elementos fundantes para justificar as políticas de desenvolvimento regional/territorial.
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