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Cabeças e Corpos, Adultos e Crianças: cadê o movimento e quem separou tudo isso? Minds and bodies, adults and children: where’s the movement and who separated everything?

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Author(s): Sayão, Deborah Thomé

Journal: Revista Eletrônica de Educação
ISSN 1982-7199

Volume: 2;
Issue: 2;
Start page: 92;
Date: 2008;
Original page

Keywords: Corporalidade | Corpo e Infância | Educação Infantil | Pedagogia da Infância | Corporality | Body and childhood | Education of Young Children | Childhood pedagogy

ABSTRACT
Uma das questões centrais para a construção de uma Pedagogia da Infância é aquela que diz respeito aos lugares do corpo e suas experiências. O presente texto procura problematizar alguns pontos de tensão da relação entre corpo e infância, argumentando em favor de uma ampliação dos espaços de protagonismo do primeiro, no que se refere ao respeito às múltiplas expressões da segunda. Para tanto, apresenta, em um primeiro momento, uma série de questões que dizem respeito à tradição ocidental que separa o corpo de uma dimensão que lhe seria alheia (“mente”, por exemplo), que por sua vez se materializa em diferentes disciplinas do conhecimento, em especial, uma certa ortopedia pedagógica. Logo a seguir o texto recorre a uma narrativa literária infantil para, ao mimetizá-la, recontar uma relação de ensino por meio dos corpos: o da criança como aluna, o da professora que constrange a corporalidade de ambas, o de um cão. Argumenta, ao final, pelo rompimento com este modelo, ainda presente, mas que exige sua superação nos marcos de uma outra relação, a de educar e cuidar, de professores e professoras com as crianças.One of the most important questions about the construction of a Childhood Pedagogy is related to the parts of the body and its experiences. This text tries to problematize some tension points of the relation between body and childhood, arguing for the extension of the importance of the body in reference to the respect of the multiple expressions of childhood. So, firstly the article lists a series of questions related to the western tradition that separates the body from a dimension that would differ from it (“mind”, for example), which materializes in different subjects of knowledge, specially a kind of pedagogic orthopedics. Then, the text brings a literary narration for children in order to, while producing its mimesis, retell a relation of teaching using bodies: the one of the child as a student, the one of the teacher that constrains the corporality of both of them and the one of a dog. Finally, it argues for the abandonment of this model, which is still present, but that needs to be suppressed by another relation, one of educating and taking care, of teachers and children.
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