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O crepúsculo da ética imperial habsburga em Bruno Schulz e Joseph Roth The twilight of the Habsburg imperial ethics in Bruno Schulz and Joseph Roth

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Author(s): Luis S. Krausz

Journal: Estudos de Sociologia
ISSN 1414-0144

Volume: 11;
Issue: 21;
Date: 2007;
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Keywords: Nostalgia | Exílio | Império Habsburgo | Joseph Roth | Bruno Schulz | Nostalgia | Exile | Habsburg Empire | Joseph Roth | Bruno Schulz.

ABSTRACT
Os escritores Bruno Schulz e Joseph Roth entraram para a história da literatura, respectivamente, como representantes da literatura polonesa e austríaca, como se pertencessem a mundos diversos. Entretanto ambos compartilharam de uma memória comum, que era a vida nas províncias orientais do Império Austro-Húngaro, nas cidades de Drohobycz e Brody, hoje pertencentes à Ucrânia. As obras de ficção de Schulz e de Roth fazem referência ao universo austro-húngaro e habsburgo, um reino milenar que via a si mesmo não simplesmente como uma realidade política, mas como um império que tinha como missão trazer a seus súditos uma forma de vida considerada superior do ponto de vista espiritual, ético e moral. A idéia do Sacro Império Romano Germânico, que se considerava portador de uma mensagem humana, subsistiu, até o século 20, no longo reinado do Kaiser Francisco José e neste sentido a 1ª Guerra Mundial significa não simplesmente o desmembramento político do Império Austro-Húngaro em seus diferentes componentes, mas também a falência de uma idéia de Estado que transcendia à esfera do meramente político para tornar-se um lar espiritual e cultural para seus súditos. O mundo que sobreveio à 1ª Guerra Mundial é marcado pelas tendências fáustico-titânicas de um individualismo materialista, que devota todas suas energias à produção e à acumulação de capital, e é sobre este novo mundo que Schulz e Roth olham em suas obras, sempre do ponto de vista de um universo anterior, marcado pela nostalgia de um exílio irreversível. Palavras-chave: Nostalgia. Exílio. Império Habsburgo. Joseph Roth. Bruno Schulz. Bruno Schulz and Joseph Roth figure in the history of literature as Representatives of Polish and Austrian literature, respectively, as if they were part of different worlds. However, both share a common memory: the life in the eastern provinces of the Austrian-Hungarian Empire, in the cities of Drohobycz and Brody, which are now part of Ukraine. The works of Schulz and Roth make reference to the Austrian-Hungarian and Habsburg universe, a millenarian kingdom that saw itself not only as a political reality, but also as an empire with the mission of giving its subjects a lifestyle considered superior from the spiritual, ethical and moral points of view. The idea of the Holy Roman and German Empire, which considered itself as the bearer of a human message, persisted until the XX century in the reign of Kaiser Francisco José. In this sense, the First World War means not only the political dismemberment of the Austrian-Hungarian Empire in its different parts, but also the collapse of the idea of a State that transcended the mere political sphere, turning into a spiritual and cultural home to its people. The world that emerged with the First World War is marked by the Faustian and titanic tendencies of a materialistic individualism, which focus its energies to the production and accumulation of capital. This is the world Schulz and Roth look at in their work, always from the point of view of the previous universe, characterized by the nostalgia of an irreversible exile. Keywords: Nostalgia. Exile. Habsburg Empire. Joseph Roth. Bruno Schulz.
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