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Depressão na Atenção Primária à Saúde Depression in Primary Care

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Author(s): Daniel Victor Arantes

Journal: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
ISSN 1809-5909

Volume: 2;
Issue: 8;
Start page: 261;
Date: 2010;
Original page

Keywords: Depressão | Saúde Mental | Atenção Primária à Saúde

ABSTRACT
Dos pacientes assistidos em ambulatórios gerais, 10% a 25% são portadores depressão1, representando a segunda causa de consulta, ainda que freqüentemente ignorada ou subdiagnosticada. Médicos generalistas, e não psiquiatras, tratam a maioria dos pacientes com sintomas depressivos2. A depressão ocupa o segundo lugar entre as doenças mais incapacitantes nos países ocidentais3. Na maioria dos países em desenvolvimento, a deficiência na saúde mental é ainda inaceitável, sendo meta da OMS aprimorar o diagnóstico e o tratamento da depressão em ambulatórios gerais em todo o mundo. Várias estratégias comprovam ser custo-efetivas, sendo as principais: educação médica continuada, maior participação da enfermagem e melhor integração entre atenção primária e secundária (especialista psiquiatra)4. Para depressão leve a moderada, estudos de meta-análise mostraram que há pouca diferença de efetividade entre as modalidades terapêuticas e entre antidepressivos, sendo a continuação da terapia o mais importante fator de escolha. Os melhores resultados são obtidos quando há aliança terapêutica entre o profissional de saúde e o paciente e um tratamento adequado é mantido por período suficiente5. Este estudo vem discorrer sobre a importância, diagnóstico e tratamento da depressão na atenção primária e propor estratégias para implementar uma rede efetiva de atendimento, articulada com a atenção secundária.Ten to 25% of patients assisted in general outpatient care centers suffer from depression1. Although frequently ignored or underdiagnosed, depression is the second most frequent cause of consultations. In most cases, patients with symptoms of depression are assisted by general practitioners instead of psychiatrists2. Depression occupies the second place among the most disabling diseases in the western countries3. In most developing countries, mental healthcare is still unacceptably deficient, and one of the goals of the WHO is improving diagnosis and management of depression in general outpatient care centers all over the world. Several strategies prove cost-effective, mainly: continued medical education, more participation of the nursing personnel and better integration between primary and secondary care (psychiatrist)4. As demonstrated by metaanalytical studies, in the management of light or moderate depression there is little difference in efficiency between different treatment modalities and antidepressants. The most important factor is continuity of the treatment. The best results are achieved when there is therapeutic alliance between doctor and patient and when an adequate treatment is kept on for sufficient time5. This study discusses the importance, diagnosis and treatment of depression in primary care and proposes strategies for implementing a care network articulated with secondary care.
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