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Desafios para a implementação do Programa de Planejamento Familiar em uma comunidade de baixa renda em Aracaju (Sergipe), Brasil Challenges for the implementation of the Family Planning Program in a low-income community in aracaju, Sergipe, Brazil

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Author(s): Bárbara de Alcântara Brito Maia | João Batista Cavalcante Filho | Valeska Holst Antunes

Journal: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
ISSN 1809-5909

Volume: 2;
Issue: 8;
Start page: 271;
Date: 2010;
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Keywords: Planejamento Familiar | Anticoncepção | Medicina Reprodutiva | Educação em Saúde

ABSTRACT
Um estudo das características reprodutivas e do significado do planejamento familiar para mulheres em idade fértil e para a equipe de saúde que as assiste foi realizado em uma comunidade de baixa renda em Aracaju (SE). Na etapa descritiva, foram aplicados questionários estruturados a 90 usuárias de uma Unidade Básica de Saúde, por sorteio aleatório das pastas-família, contendo dados pessoais e da vida reprodutiva. Esta etapa foi seguida de uma abordagem qualitativa, na qual foram realizados grupos focais com seis usuárias e com a equipe de saúde, utilizando questionários semi-estruturados para avaliar a prática de planejamento familiar. As mulheres mostraram que conhecimento e oferta de métodos anticoncepcionais não garantem um planejamento familiar adequado. Mais de 97% das participantes referiram conhecer a camisinha, a pílula e o injetável, e 73,6% das sexualmente ativas praticam anticoncepção, mas 76% daquelas que já engravidaram referiram uma ou mais gestações não-planejadas. Nos grupos focais, outras abordagens do planejamento familiar, como assistência à pré-concepção, acesso ao homem e educação em saúde, mostraram que precisam ser trabalhadas pela equipe para que as usuárias programem melhor sua prole.A study on the reproductive characteristics and the meaning of family planning for childbearing age women and for the health team providing care to them was conducted in a low-income community in Aracaju - SE. In the descriptive stage of the study structured questionnaires were applied to 90 users of a Primary Care Unit random-selected from the family files containing personal data and information about the reproductive life of the women. This stage was followed by a qualitative approach in focal groups with six users and the health team applying semi-structured questionnaires for assessing the practice of family planning. The study showed that knowledge and offer of contraceptive methods are no guarantee of proper family planning. More than 97% of the participants related knowing about the condom, the pill and the contraceptive injection. 73,6% of the sexually active women practiced contraception but 76% of those who already had had a pregnancy referred to one or more unintended gestations. The focal groups revealed the need for other approaches to family planning such as preconception care, access to the partners and education in health to be developed by the team in order to help the users to better plan their offspring.
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