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Diet composition and feeding strategy of the southern pipefish Syngnathus folletti in a Widgeon grass bed of the Patos Lagoon Estuary, RS, Brazil

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Author(s): Alexandre M. Garcia | Ricardo M. Geraldi | João P. Vieira

Journal: Neotropical Ichthyology
ISSN 1679-6225

Volume: 3;
Issue: 3;
Start page: 427;
Date: 2005;
Original page

Keywords: Syngnathidae | Ruppia maritima | feeding ecology | size-biased feeding | prey size

ABSTRACT
Pipefish species are poorly known representatives of the family Syngnathidae, which have been increasingly threatened by anthropogenic activities. We describe the diet composition and feeding strategy of southern pipefish Syngnathus folletti inhabiting a Widgeon grass (Ruppia maritima L.) bed in the estuarine zone of Patos Lagoon, southern Brazil. We also investigated whether mouth gape affected the size of prey items consumed and based on indirect evidence, we suggest possible pipefish foraging movements within the bed. Individuals were collected from December 1994 to March 1995 in a Ruppia maritima bed located in the Patos Lagoon Estuary during day and night periods. We analyzed the stomach contents of 108 individuals (54 females and 54 males). Both genders seemed to be diurnal carnivores with diets composed primarily of copepods and isopods. Mixed feeding strategies were evident with varying degrees of specialization on different prey types. Females had a more diverse diet both in prey richness as in prey size range, whereas males fed primarily on smaller prey, the isopod U. peterseni and copepods. Gender-based diet differences suggest that females may be more mobile and active inside the Widgeon grass bed than males. The average size range of the two dominant prey items fitted well to the pipefish mouth gape (0.4 to 1.4mm). However, a few female individuals were able to consume prey three times larger than their maximum gape. A diagram of prey microhabitat suggested that both genders browse and capture invertebrates over the entire vegetated substrate provided by the Widgeon grass bed.Peixes-cachimbo são espécies pouco conhecidas da família Syngnathidae, os quais têm sido amplamente ameaçados por atividades antrópicas. Este trabalho descreve a composição da dieta e estratégia alimentar de uma população do peixe-cachimbo Syngnathus folletti habitando uma pradaria de fanerógama submersa no estuário da Lagoa dos Patos, RS, Brasil. Também é investigado como a amplitude bucal afeta o tamanho das presas consumidas e, baseado em evidências indiretas, são sugeridos padrões de deslocamento da espécie no interior da pradaria. Entre Dezembro de 1994 e Março de 1995, os indivíduos foram coletados de dia e de noite numa pradaria de Ruppia maritima L. localizada no estuário da Lagoa dos Patos. Os conteúdos estomacais de 108 indivíduos (54 machos e 54 fêmeas) foram analisados. Ambos os sexos parecem ser carnívoros diurnos com uma dieta composta principalmente de copépodes e isópodes. Os resultados sugerem uma estratégia alimentar do tipo mista com vários graus de especialização para determinadas presas. As fêmeas tiveram uma dieta mais diversa, consumindo maior variedade de presas, as quais mostraram maior variabilidade em tamanho, enquanto os machos parecem ter se concentrado em presas menores, como o isópode Uromunna peterseni e copépodes. Essas diferenças entre sexos sugerem que as fêmeas são mais móveis e ativas dentro da pradaria do que os machos. Houve uma boa concordância entre o tamanho médio das presas dominantes e a amplitude bucal (0,4 e 1,4mm), contudo, algumas fêmeas foram capazes de consumir presas três vezes maiores do que sua máxima amplitude bucal. Um diagrama mostrando a utilização de micro-hábitats pelas presas sugere que machos e fêmeas do peixe-cachimbo capturam presas sob todo o substrato vegetal disponível no interior da pradaria de R. maritima.
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