Academic Journals Database
Disseminating quality controlled scientific knowledge

Doenças tropicais negligenciadas na região nordeste do Brasil

ADD TO MY LIST
 
Author(s): Vagne de Melo Oliveira | Meiriana Xavier Vila Nova | Caio Rodrigo Dias Assis

Journal: Scire Salutis
ISSN 2236-9600

Volume: 2;
Issue: 2;
Start page: 29;
Date: 2012;
Original page

Keywords: Doenças Tropicais | Doenças Negligenciadas | Nordeste

ABSTRACT
Doenças tropicais negligenciadas correspondem a um grupo de doenças infecciosas que afetam populações de baixa renda nos trópicos. A Organização Mundial de Saúde lista entre elas a malária, a leishmaniose, a esquistossomose, a oncocercose, a filariose linfática, a doença de chagas, tripanossomíase africana, a hanseníase, dengue, úlcera de Buruli (ou doença de Buruli), a cisticercose, a equinococose, a bouba, a raiva, o tracoma e algumas helmintíases transmitidas pelo solo (Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e os ancilostomídeos). No Brasil, várias são endêmicas. Em seu relatório anual pelo Ministério da Saúde, a partir do Sistema de Nacional de Vigilância e Saúde, quatro dessas doenças são mencionadas como negligenciadas (esquistossomose, tracoma, oncocercose e a filariose) para todos os Estados da Federação, mais o Distrito Federal. Neste trabalho visualizaremos as principais características das doenças tropicais negligenciadas citadas pelo Sistema de Nacional de Vigilância e Saúde do Brasil para a Região Nordeste. Para o levantamento teórico foram utilizados dados e informações constantes no site oficial da Organização Mundial de Saúde e no banco de bases Scientific Eletronic Library On-line (SciELO), tomando por base a lista de procura pelas doenças negligenciadas listadas nos relatórios anuais do Sistema de Nacional de Vigilância e Saúde do Brasil, em seu site oficial, publicada no ano base de 2011, a saber: esquistossomose, tracoma, oncocercose e a filariose, para os seguintes Estados da Federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Todos os dados de internações, prevalência e de óbitos, tanto a nível nacional quando estadual, são oriundos dos Inquéritos Epidemiológicos realizados pelo Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Todas as imagens dos inquéritos de tracoma são advindas dos relatórios por Estados, publicados pelo Ministério da Saúde (MS). Os dados demográficos e imagens foram provenientes do censo realizado no ano de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nos relatórios pesquisados, foram encontrados dados sobre a esquistossomose e para o traço em todos os Estados. Para Filariose apenas para o Estado de Pernambuco. Para oncocercose não foi encontrado dados epidemiológicos no relatório. A maioria dos Estados apresentaram áreas endêmicas para a esquistossomose. A presença de alta e média prevalência em municípios do Estado reforçam a necessidade de implementação e fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica e controle tanto da esquistossomose quanto do tracoma. Através desse aparato epidemiológico sobre as doenças tropicais negligenciadas é possível mapear as principais áreas e fomentar ações para o controle das doenças estudadas neste trabalho.
Save time & money - Smart Internet Solutions      Why do you need a reservation system?