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EDUCAÇÃO, COMUNIDADE E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAS: EXPERIÊNCIAS NOS ESTADOS UNIDOS E EM MALI

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Author(s): Joyce E. King

Journal: Revista Eletrônica de Educação
ISSN 1982-7199

Volume: 6;
Issue: 2;
Start page: 64;
Date: 2012;
Original page

Keywords: Black Education | pedagogia emancipatória | consciência negra crítica | identidade étnico-racial

ABSTRACT
Estudantes negros, como grupo, recebem um tratamento inferior tanto pelas políticas neoliberais quanto por escolas urbanas desprovidas de recursos; nas penitenciárias privadas, americanos negros são o grupo majoritário. O presente artigo contesta o pensamento e a teorização do modelo de Déficit Cultural, sobre a linguagem e a cultura das crianças negras, que têm sido tão prevalentes nos EUA. A pesquisa discutida nesse artigo interrompe este discurso da inferioridade negra e põe em evidência a importância de os estudantes desenvolverem uma consciência negra crítica, o que pode contribuir para sua excelência cultural e acadêmica. A pedagogia emancipatória para a liberdade humana, a qual promove que os estudantes tenham um senso positivo de identidade e de seu grupo étnico-racial, também é discutida. Ensino emancipatório para consciência negra crítica e liberdade humana significa resgatar história, memória e identidade de forma que os estudantes entendam a situação da América negra de uma perspectiva crítica e histórica. Educação para esse tipo de consciência requer que se conecte os estudantes às suas famílias, à história de suas comunidades e a seus ancestrais. São apresentados cinco princípios da pedagogia emancipatória que podem guiar a preparação do professor, o desenvolvimento do currículo, do texto didático, e da instrução baseada em padrões, bem como a promoção de relações étnico-raciais positivas. Estes são: conscientização, crítica da ideologia/crítica do racismo como ideologia, agência cultural/resistência à opressão, epistemologia dialética e ensino através de artes culturais. O exemplo do Clube Songhoy, um laboratório pedagógico para ensino da herança cultural a estudantes, doutorandos e pais engajados, demonstra como o ensino do idioma e cultura songhoy conecta os estudantes com sua herança africana, “do Nilo, ao Níger, ao bairro”. O ensino desse legado é fundamental, dado que o norte do Mali está ocupado por extremistas muçulmanos que destruíram artefatos culturais históricos em Timbuktu.
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