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Estudo comparativo entre ropivacaína a 0,5% e bupivacaína a 0,5% ambas hiperbáricas, na raquianestesia

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Author(s): Carvalho Afonso Cláudio dos Reis e | Machado Jean Abreu | Nociti José Roberto

Journal: Revista Brasileira de Anestesiologia
ISSN 0034-7094

Volume: 52;
Issue: 6;
Start page: 659;
Date: 2002;
Original page

Keywords: ANESTÉSICOS/Local | ANESTÉSICOS/bupivacaína | ANESTÉSICOS/ropivacaína | TÉCNICAS ANESTÉSICAS/Regional | TÉCNICAS ANESTÉSICAS/subaracnóidea

ABSTRACT
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS - Estudos clínicos e experimentais já demonstraram a eficácia e a segurança da ropivacaína aplicada a estruturas nervosas por via subaracnóidea. Por outro lado, a potência da ropivacaína em raquianestesia é aproximadamente igual à metade da potência de bupivacaína, considerando-se soluções hiperbáricas. O objetivo deste estudo foi comparar as características do bloqueio subaracnóideo com ropivacaína ou bupivacaína hiperbáricas, em doses equipotentes. MÉTODO - Vinte pacientes com idades entre 20 e 60 anos, estado físico I ou II (ASA), programados para cirurgias eletivas de membros inferiores, perineais e herniorrafias inguinais, foram distribuídos de forma aleatória em dois grupos. No grupo R (n = 10), receberam 4 ml de ropivacaína hiperbárica a 0,5% (dose = 20 mg) e no grupo B (n = 10), receberam 2 ml de bupivacaína hiperbárica a 0,5% (dose = 10 mg) por via subaracnóidea. A punção foi praticada com agulha calibre 25G na posição sentada. Monitorização não-invasiva de PAS, PAD, PAM, FC, ECG, SpO2. Foram avaliadas características de instalação e regressão dos bloqueios sensorial e motor, a evolução dos parâmetros cardiovasculares e respiratórios, a incidência de eventos adversos. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos quanto aos dados demográficos. Não houve diferenças significativas entre os grupos R e B quanto a: latência do bloqueio sensorial (174,4 ± 75,9 vs 191 ± 51,7 s); latência do bloqueio motor (373,6 ± 214,6 vs 240 ± 60 s); nível superior do bloqueio sensorial T8-T10 (90% dos pacientes no grupo R vs 70% no grupo B); bloqueio motor grau 3 (50% dos pacientes no grupo R vs 30% no grupo B); tempo para regressão completa do bloqueio sensorial (178,5 ± 65,2 vs 181 ± 26,9 minutos); tempo para regressão completa do bloqueio motor (192 ± 50,7 vs 162,5 ± 37,8 min); tempo para a primeira queixa espontânea de dor (183,9 ± 37,1 vs 206,5 ± 46,6 minutos). CONCLUSÕES: Neste estudo as características clínicas do bloqueio subaracnóideo com ropivacaína ou bupivacaína hiperbáricas em doses equipotentes foram semelhantes. Os dados parecem confirmar observações anteriores de que nestas condições a potência da ropivacaína é aproximadamente igual à metade daquela da bupivacaína.
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