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Filosofia negativa? Bourdieu e os fundamentos da razão Negative philosophy? Bourdieu and the foundations of reason

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Author(s): Arthur Oliveira Bueno

Journal: Tempo Social
ISSN 0103-2070

Volume: 23;
Issue: 1;
Start page: 179;
Date: 2011;
Original page

Keywords: Razão | Relativismo | Arbitrário cultural | Filosofia | Pierre Bourdieu | Reason | Relativism | Cultural arbitrary | Philosophy | Pierre Bourdieu

ABSTRACT
Apoiado na discussão detida de alguns dos argumentos centrais das Meditações pascalianas, de Pierre Bourdieu, o artigo busca mostrar que na obra do sociólogo há uma tensão permanente entre (crítica ao) universalismo e (crítica ao) relativismo. Evidencia-se primeiramente como Bourdieu apresenta desde seus escritos iniciais uma perspectiva marcada por certas ressonâncias relativistas, na qual a noção de arbitrário desempenha um papel central. A seguir, confronta-se esse conjunto de proposições com as críticas de Habermas (e do próprio Bourdieu) a Foucault e às correntes ditas pós-modernas, para então explicitar de que maneira o autor apresenta, desde meados da década de 1970, um conjunto oposto de argumentos que buscam fundamentar a razão em bases sociais. Ao final, as duas perspectivas são confrontadas, de modo a expor seus cruzamentos paradoxais, assim como suas possíveis conciliações.Based on a detailed discussion of some of the central arguments of Pierre Bourdieu's Pascalian Meditations, this article looks to show that the sociologist's work contains a permanent tension between (the critique of) universalism and (the critique of) relativism. Firstly the text shows how even Bourdieu's earliest writings reveal certain relativist tendencies in which the notion of the arbitrary plays a central role. This set of propositions is then compared and contrasted with the critiques directed by Habermas and Bourdieu himself against Foucault and so-called postmodernist approaches, before turning to how the author presents an opposing set of arguments from the mid 1970s onwards that seek to ground reason on social bases. Finally, the two perspectives are compared in a way that exposes their paradoxical intersections as well as their potential points of reconciliation.
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