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Geografia da riqueza, fome e meio ambiente: pequena contribuição crítica ao atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais

Wealth geography, environment and hunger: small critic contribution to the current agrarian/agricultural model of the natural resources usage

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Author(s): Carlos Walter Porto Gonçalves

Journal: Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis
ISSN 1807-1384

Volume: 1;
Issue: 1;
Start page: 1;
Date: 2004;

Keywords: Geopolítica | Revolução Verde | Sustentabilidade ecológica | Human ecology

ABSTRACT
PortuguesO texto discute a questão geopolítica implicada no debate sobre a fome e o meio ambiente. Critica o atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais, afirma ser este um modelo de desenvolvimento econômico das regiões temperadas que tem sido imposto com um alto custo ecológico, cultural e político para o mundo todo. Este modelo tem se colocado em confronto com o conhecimento patrimonial, coletivo e comunitário característico de populações com racionalidades distintas da racionalidade atomísticoindividualista ocidental com graves riscos à segurança alimentar. Analisa as conseqüências socioambientais do atual modelo agrário/agrícola e os resultados contraditórios do aumento da capacidade mundial de produção de alimentos e o aumento da fome no mundo. Os significados da Revolução Verde a partir dos anos 70; Os impactos socioambientais do agronegócio nos cerrados brasileiros; A complexidade do uso dos produtos transgênicos. Critica a sustentabilidade ecológica restrita, baseada num realismo político e propõe uma reflexão sobre uma nova racionalidade para o desafio ambiental. Conclui que a fome não é um problema técnico, pois esta não se deve à falta de alimentos mas ao modo como os alimentos são produzidos e distribuidos. A fome convive hoje com as condições materiais para resolvê-la.EnglishThe text questions the geopolitical issue implied in the argument about hunger and the environment. It criticizes the current agrarian / agricultural model of the natural resources usage, stating it is a model of economic development of mild regions that has been imposed all over the world at a very high ecological, cultural and political cost. This model has faced the patrimonial, collective and community knowledge, characteristic of populations with distinct rationality from the occidental atomistic-individualistic one, with severe risks to the feeding safety. It analyzes the social-environmental consequences of the current agrarian / agricultural model, the contradictory results of the increase of the world capacity of food production, hunger in the world, the meanings of the Green Revolution from the seventies on, the social-environmental impacts of the agrarian business in the Brazilian cerrado and the complexity of the use of transgenic products. It criticizes the restricted ecological sustentation based on a political realism, and proposes a reflection upon a new rationality for the environmental challenge. It concludes that hunger is not a technical problem, for it does not happen because of the lack of food, but because of the way the food is produced and distributed. Today hunger lives with the provisions necessary to overcome itself.
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