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Heidegger, Agamben e o animal Heidegger, Agamben and the animal

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Author(s): Jonatas Ferreira

Journal: Tempo Social
ISSN 0103-2070

Volume: 23;
Issue: 1;
Start page: 199;
Date: 2011;
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Keywords: Heidegger | Agamben | Animal | Humanismo | Niilismo | Heidegger | Agamben | Animal | Humanism | Nihilism

ABSTRACT
Neste ensaio analiso a reflexão filosófica heideggeriana acerca da relação entre o ser humano e o animal, tal como esta se apresenta particularmente em obras como Carta sobre o humanismo, A caminho da linguagem ou Os conceitos fundamentais da metafísica. Nosso objetivo é demonstrar a importância dessa contribuição para entendermos o modo como Giorgio Agamben interpreta o conceito foucaultiano de biopoder. Assim, para Agamben, a animalização da política não é um fenômeno moderno, mas diz respeito àquilo que permanece impensado na metafísica como um todo. De fato, sua crítica mais ampla à cultura política ocidental, e que não se atém apenas a formas modernas de administração da vida, passa pela reflexão heideggeriana sobre o niilismo, sobre a metafísica e sobre a incômoda figura do animal. Nosso propósito final é discutir, com Agamben, mas também com Derrida, em que medida Heidegger consegue oferecer um quadro teórico capaz de pensar o biopoder contemporâneo num terreno radicalmente diferente daquele que nos foi legado pela metafísica.In this essay I analyse Heidegger's philosophical reflection on the relationship between human beings and animals, particularly as these ideas unfold in works like Letter on humanism, On the way to language and The fundamental concepts of metaphysics. My aim is to show the importance of this contribution to understanding the way in which Agamben reinterprets the Foucauldian concept of biopower. For Agamben, the animalization of politics is not a modern phenomenon, but concerns what remains unthought in metaphysics as a whole. Indeed his broader critique of Western political culture - which does not restrict itself merely to the analysis of modern forms of administrating life - draws heavily on Heidegger's reflection on nihilism, metaphysics and the troublesome figure of the animal. My final proposal in this text is to discuss, with Agamben, but also with Derrida, the extent to which Heidegger is successful in offering a theoretical framework capable of apprehending contemporary forms of biopower on grounds radically distinct from those inherited from metaphysics.
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