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The historical development of modern medicine: implications for an approach to psychological problems in the medical practice As origens históricas da Clínica e suas implicações sobre a abordagem dos problemas psicológicos na prática médica

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Author(s): Fernando Antônio Mourão Flora

Journal: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
ISSN 1809-5909

Volume: 2;
Issue: 7;
Start page: 203;
Date: 2010;
Original page

Keywords: Medicina Clínica | Relação Médico-Paciente | Somatização

ABSTRACT
Patients with psychological problems are very common in the offices of general practitioners. Grouped according to their incidence these problems include somatoform disorders and episodes of depression with somatic symptoms. These disorders have no organic basis or known physiological cause. In its early beginnings, medicine and medical regard were classificatory. Disease was organized hierachically into families, genera and species. The role of the physician was to discover the patient’s disease. The disease presented itself through symptoms and signs. Medical practice was based on anatomical pathology and physiopathology. Due to this secular tradition during which he was conditioned to investigate the “organic”, the physician is not prepared for providing care to patients whose problems are of psychological nature. The anatomical and physiopathological substrate he was trained to discover is lacking.  The “Balint group” represents a proposal for capacitating the general practitioner for dealing with the emotional in his medical practice. This is done in two-weekly seminars during a two-years’ period, based on case reports. The objective of this initiative is to provoke a limited but significant change in the personality of the general practitioner for enabling him to provide care to his patients presenting with psychological problems.Os problemas psicológicos são muito comuns nos consultórios dos médicos generalistas. Incluem, pela incidência, os transtornos somatomorfos e os episódios depressivos com sintomas somáticos. Esses distúrbios não apresentam nenhuma patologia orgânica. A Clínica foi, em seus primórdios, classificadora. A doença recebeu uma organização hierarquizada em famílias, gêneros e espécies. O papel do médico era o de descobrir a doença no doente. A doença se apresentava segundo os sintomas e os sinais. A Clínica baseava-se na anatomia patológica e na fisiopatologia. Devido a esta longa tradição secular, que o condicionou a investigar o “orgânico”, o médico não está preparado para cuidar de pacientes com problemas psicológicos. Isso porque não encontra o substrato anátomo e fisiopatológico a que foi exercitado a descobrir. Uma proposta para capacitar o médico generalista a lidar com as emoções na prática médica é o “grupo Balint”. Trata-se de um método de capacitação em seminários de grupo, com sessões semanais e duração de dois anos, fundamentado em apresentação de casos. O objetivo é obter uma mudança de personalidade do generalista, limitada, porém significativa, de maneira a habilitá-lo a cuidar de seus pacientes com problemas psicológicos.
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