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Homens e cuidados de saúde em famílias empobrecidas na Amazônia Men and health care in impoverished families in Amazonia

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Author(s): Denise Machado Duran Gutierrez | Maria Cecília de Souza Minayo | Kátia Neves Lenz César de Oliveira

Journal: Saúde e Sociedade
ISSN 0104-1290

Volume: 21;
Issue: 4;
Start page: 871;
Date: 2012;
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Keywords: Homem e saúde | Cuidados da saúde na família | Programa Saúde da Família | Man and Health | Health Care in the Family | Health Family Program

ABSTRACT
Investigamos o lugar do homem em relação aos cuidados com saúde, em famílias de baixa renda no contexto amazônico. Utilizamos 11 entrevistas com eles e suas famílias e com 21 profissionais de Saúde sobre eles e observação dos contextos em que vivem e dos processos de utilização e atendimento dos serviços. Os dados empíricos foram analisados em seu conteúdo sob a perspectiva cultural do holismo-individualismo. Verificamos que os homens cuidam predominantemente da saúde de si e da família a partir dos papéis socialmente tradicionais que lhes são atribuídos. O cuidado de si para eles é, em geral, emergencial, superficial e mediado pela mulher. Já o cuidado com os outros está voltado para o cumprimento do papel de provedor. Fogem desse padrão, homens em que predomina a cultura indígena e jovens com visão social e familiar mais moderna. Via de regra, os parentes reforçam as principais tendências culturais do comportamento masculino a respeito dos cuidados com a saúde. Os profissionais, por sua vez, tendem a desqualificar as reivindicações masculinas, buscando equivocadamente combater o machismo, e falham em reconhecer diferenças pautadas em repertórios culturais.We investigated the position of men in relation to health care in low-income families at the Amazon region. We completed 11 interviews with the men and their families and with 21 health care professionals responsible for them. We made observations of the contexts in which they live and of the use and provision of health service process. Data were analyzed from the perspective of cultural holism-individualism. We found that men tend to follow traditional social roles in managing their own and their family's health. Health care for themselves is usually emergency care, superficial and mediated by the woman. The man's care for others is primarily focused on fulfilling the role of provider. However, men dominated by indigenous culture and young men with more modern social and family views tend not to follow this pattern. As a rule, the parents reinforce the main cultural tendencies of male behaviour related to health care. The professionals, in turn, tend to dismiss male's claims, seeking mistakenly to combat sexism, and fail to recognize differences based on cultural repertoires.
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