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INTERFACES ENTRE APRENDIZAGENS E EXPECTATIVAS DE VIDA E EXPERIÊNCIAS ESCOLARES DE MULHERES ENCARCERADAS: ENFRENTANDO A REALIDADE DA REINTEGRAÇÃO SOCIAL INTERFACES. BETWEEN LEARNING AND LIFE EXPECTATIONS AND SCHOOL EXPERIENCE OF IMPRISONED WOMEN: FACING UP TO THE REALITY OF SOCIAL REINTEGRATION

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Author(s): Helen Halinne Rodrigues de Lucena | Timothy D. Ireland

Journal: Revista Eletrônica de Educação
ISSN 1982-7199

Volume: 7;
Issue: 1;
Start page: 113;
Date: 2013;
Original page

Keywords: mulheres encarceradas | aprendizagens de vida | educação em prisões | reintegração social. Imprisoned women | life learning | education in prisons | social reintegration.

ABSTRACT
Nos últimos anos, a educação da pessoa privada de liberdade foi colocada na pauta político-educativa brasileira como um direito subjetivo. Apostou-se nela como ferramenta indispensável para a chamada reintegração social da pessoa encarcerada, porquanto pode contribuir para diminuir os índices alarmantes de reincidência. Neste artigo, refletimos sobre a problemática da reintegração com base nas histórias de vida narradas por mulheres presas em um presídio de João Pessoa – PB. Sem negar a importância da proposta pedagógica que a escola do presídio oferece, consideramos necessário estabelecer um diálogo entre as aprendizagens de vida e a experiência escolar da mulher antes de ser presa; as aprendizagens da prisão e suas expectativas e/ou planos para a vida em liberdade ao concluir a sentença e buscar se inserir numa sociedade regida por preconceitos sociais ainda enraizados. Questionamos se a escola prepara as mulheres para um mundo real ou para um mundo ilusório. De acordo com os depoimentos das mulheres, verificamos as inúmeras dificuldades que a escola da prisão enfrenta, para garantir às encarceradas o ideal ressocializador necessário ao enfrentamento do mundo real dentro e fora das grades. Também concluímos que, na prisão, é preciso investir em projetos e programas que estabeleçam mais articulação entre educação e trabalho e que contribuam para que a sociedade participe mais das proposições e ações voltadas aos ideais de reintegração social dessa população. Consideramos esse apartheid social também uma questão educacional que precisa ser aprofundada em âmbito acadêmico e enfrentada politicamente.In recent years, the education of people deprived of their freedom was placed on the political-educational agenda in Brazil as a subjective right. Great faith was placed in it as an indispensable tool for the so-called social reintegration of the imprisoned person, with its potential of contributing to diminishing the alarming rates of recidivism. In the text we reflect upon the problematic of reintegration based on life stories recounted by women prisoners from a prison in João Pessoa in the State of Paraiba (Brazil). Without denying the importance of the pedagogical proposal which the prison school offers, we consider it necessary to establish a dialogue between the life learning and school experience of each woman before she was imprisoned and the prison learning and their expectations and/or plans for freedom on concluding their sentences and seeking their re-entry into a society governed by deep-rooted social prejudices. We question if the school prepares the women for a real or for an illusory world. On the basis of the women’s testimonies, we can affirm the innumerate difficulties which the school prison faces in order to guarantee the necessary re-socializing ideal for the female inmates to face up to the real world inside and outside the prison bars. We also conclude that it is necessary to invest in projects and programs in the prison which establish a stronger link between education and work and which contribute to a stronger societal participation with regard to propositions and actions directed at the goal of social integration of this population. We consider this social apartheid as an educational question which needs to be further researched in the academy and politically faced up to.
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