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Jovens “velhos” no mundo da pós-infância

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Author(s): Daniel Revah

Journal: ETD : Educação Temática Digital
ISSN 1676-2592

Volume: 13;
Issue: 1;
Start page: 168;
Date: 2011;
Original page

Keywords: Infância. Juventude. Ideal cultural.

ABSTRACT
As representações sobre a infância transformaram-se de forma significativa desde a década de 1960. Dessa década procede a obra pioneira de Philippe Ariès, que apresenta a infância como uma construção histórica singular, própria do nosso mundo moderno. Na década de 1980, quando essa perspectiva ainda estava sendo discutida e aprofundada, ganha força a ideia de que a infância está desaparecendo. Entre essas referências e extremos, situa-se boa parte do debate atual sobre a infância, sobre o lugar reservado às crianças nas sociedades contemporâneas e sobre as representações que definem esse lugar. Nesse debate, muitos falam sobre a infância por meio de um jogo de oposições, aproximações e semelhanças entre a criança e o adulto, criando desse modo determinadas figuras, como a criança-adulto e o adulto-criança. Implicado nessas figuras, há um elemento que corresponde a um ideal cultural e que pouco comparece nos debates brasileiros que operam com elas: o significante jovem/juventude – um significante ausente, mas que não deixa de estar presente, talvez com a força que é própria do que opera desde um lugar não reconhecido. A partir do que esse significante apagado instaura enquanto saber não sabido que opera em crianças e adultos, este artigo busca redimensionar aquelas duas figuras e assim tratar desta questão: as crianças de hoje são mais sabidas?
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