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Local ecological knowledge on the goliath grouper epinephelus itajara (teleostei: serranidae) in southern Brazil

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Author(s): Leopoldo Cavaleri Gerhardinger | Rosemeri Carvalho Marenzi | Áthila Andrade Bertoncini | Rodrigo Pereira Medeiros | Maurício Hostim-Silva

Journal: Neotropical Ichthyology
ISSN 1679-6225

Volume: 4;
Issue: 4;
Start page: 441;
Date: 2006;
Original page

Keywords: Ethnoecology | Marine conservation | Artisanal fisheries | Reef fish | Human ecology

ABSTRACT
The goliath grouper Epinephelus itajara is a large sized (> 400 kg) and critically endangered marine fish, which is protected in many countries, including Brazil. Through the application of semi-structured interviews, we investigated the local ecological knowledge of seven fishermen specialist on catching E. itajara from the Babitonga bay, Santa Catarina, Brazil. Local long-line fisheries for E. itajara seemed to be a disappearing tradition in the studied site, with a detailed inherent local ecological knowledge system, which is also being lost. Our study also showed that fishermen engaged in recent fisheries, such as spear-fishing, can also possess a detailed local ecological knowledge system. Through the analysis of fishermen local ecological knowledge, several aspects of E. itajara life history were registered. This species is found in the inner and outer Babitonga bay, from saline waters to areas with a large input of freshwater, and inhabits submerged wooden substrates and artificial reefs such as shipwrecks, mooring pillars and cargo containers. It is known to spawn in December and subsequent summer months in the studied area. Spawning aggregations are usually seen in December (during full moon), being also eventually observed in January and February by our informants. While lobsters, spadefishes and octopuses seem to constitute the most important food items of inner bay E. itajara, outer bay individuals may feed on catfishes, crustaceans and other fish species. The goliath grouper is regarded as pacific and curious fish, but frequently display agonistic behavior in the presence of divers. Based on the perception of well experienced spear fishermen, we hypothesize that E. itajara undertakes seasonal migrations from the inner to the outer bay during summer, and that the studied population is suffering from growth over-fishing. Our data provides a practical evidence of how joining scientific and local ecological knowledge will likely benefit E. itajara local conservation and management practices by adding important new biological data into the decision-making process.O mero Epinephelus itajara é uma espécie de peixe marinho de grandes proporções (>400 kg) e criticamente ameaçado, protegido em muitos países, incluindo o Brasil. Através da aplicação de entrevistas semi-estruturadas, investigamos o conhecimento ecológico local de pescadores de espinhel e pesca subaquática, especialistas na captura de E. itajara na baía Babitonga, Santa Catarina, Brasil. A pescaria de espinhel direcionada à E. itajara parece ser uma tradição em desaparecimento, com um detalhado sistema de conhecimento ecológico local que está também sendo perdido com o tempo. Nosso estudo mostra que pescadores envolvidos em pescarias recentes, como a pesca subaquática, podem também possuir detalhado sistema de conhecimento ecológico local. Através da análise e integração do conhecimento ecológico local dos informantes, diversos aspectos da história de vida de E. itajara foram registrados. Esta espécie é encontrada na porção interna e externa da baía Babitonga, em águas salinas e em água com grande aporte de água doce, habitando resquícios de troncos submersos e recifes artificiais como naufrágios, píers e containeres de carga. Epinephelus itajara é conhecido por reproduzir-se em dezembro e meses subseqüentes de verão na área de estudo. Agregações reprodutivas são usualmente observadas em dezembro (lua cheia), e eventualmente em janeiro e fevereiro. Enquanto lagostas, enxadas e polvos parecem constituir os itens alimentares mais importantes de E. itajara habitando o interior da baía, indivíduos de fora da baía Babitonga parecem alimentar-se de bagres, crustáceos e outras espécies de peixe. Os meros são considerados peixes curiosos e pacíficos, mas freqüentemente demonstram comportamento agonístico na presença de mergulhadores. Nós propomos a hipótese de que E. itajara realiza migrações sazonais do interior para o exterior da baía no verão, e que a população estudada está sofrendo de sobrepesca do crescimento. Nossos dados proporcionam evidências práticas de como a integração do conhecimento científico e tradicional pode beneficiar as práticas locais de conservação e manejo de E. itajara ao adicionar novas informações biológicas importantes no processo de tomada de decisão.
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