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Os agentes modeladores da cidade de Aracati-CE no período colonial

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Author(s): Maria Edivani Barbosa

Journal: Geotextos : Revista da Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia
ISSN 1809-189X

Volume: 7;
Issue: 2;
Date: 2012;
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Keywords: Espaço | Memória Urbana | Agentes Modeladores do Espaço

ABSTRACT
A cidade de Aracati (Ceará/Brasil) manifesta, na morfologia urbana, vestígios do apogeu econômico, herdados do século XVIII. A arquitetura e o traçado urbano remanescentes são suportes da memória urbana e revelam singularidades locais que a distinguem de outras vilas criadas no mesmo período histórico. A organização do espaço é resultado das forças que atuaram na sua produção, como a Igreja, as irmandades religiosas, o Estado português, os agentes econômicos (fazendeiros, comerciantes e charqueadores), a Câmara municipal e demais grupos sociais. Entender a trama entre esses agentes revela momentos únicos dessa memória urbana, o que explica a produção espacial. Através da paisagem urbana, verifica-se a lógica dos elementos construídos: o traçado urbano retilíneo, com ruas largas cortadas por becos, buscava adequar-se à dinâmica econômica da época; a arquitetura residencial com fachadas iguais foram diretrizes urbanas do Governo português. Os templos religiosos refletem a influência e o poder da Igreja Católica na organização socioespacial. A construção da cidade de costas para o rio Jaguaribe se deu devido ao fato de, na época, ser considerado um local insalubre, para onde seguiam os dejetos da vila. A compreensão, no tempo e no espaço, da formação socioespacial da cidade de Aracati foi possível graças a este estudo.

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