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A patologização do sedentarismo The pathologization of sedentariness

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Author(s): Marcos Santos Ferreira | Luis David Castiel | Maria Helena Cabral de Almeida Cardoso

Journal: Saúde e Sociedade
ISSN 0104-1290

Volume: 21;
Issue: 4;
Start page: 836;
Date: 2012;
Original page

Keywords: Estilo de vida sedentário | Risco | Atividade motora | Exercício | Política de saúde | Sedentary Lifestyle | Risk | Motor Activity | Exercise | Health Policy

ABSTRACT
A identificação do sedentarismo como fator de risco para doenças crônico-degenerativas influenciou significativamente nas recomendações de saúde pública em defesa de estilos de vida fisicamente ativos. O artigo estuda o processo de patologização do sedentarismo e seus desdobramentos para o campo da saúde pública. Num primeiro momento, discutimos de que maneira o modelo biomédico serve de base para a transposição de aspectos da conduta humana como "fator de risco" e, a seguir, como patologia, tal qual no caso específico da "Síndrome da Morte Sedentária", assim classificada por alguns autores. Em seguida, analisamos como essa visão vem sendo difundida no campo da saúde, tomando por base um programa institucional que, ao mesmo tempo em que transforma o sedentarismo em doença, apresenta a atividade física como um remédio cujos resultados podem se estender a todas as esferas da vida. Nessa linha de raciocínio, em que os mal-estares de nossa civilização são medicalizados e tornados mercadoria ao serem transformados em riscos e patologias, a atividade física torna-se vacina para o corpo social.The identification of physical inactivity as a risk factor for chronic degenerative diseases has significantly influenced public health recommendations in support of physically active lifestyles. This study analyzes the pathologization of sedentariness and its implications in the public health field. First we discuss how the biomedical model serves as a basis to transform aspects of human behavior into 'risk factors' and subsequently into pathologies such as the 'Sedentary Death Syndrome', as some authors classify it. Second, we analyze how this view is being spread in the health field; our analysis is based on an institutional program which transforms sedentariness into illness while presents physical activity as a medicine whose results can reach all aspects of life. According to this rationale, in which the discomforts of our civilization are medicalized and made into commodities as they are transformed into risks and pathologies, physical activity becomes a vaccine to be applied to the social body.
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