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Política, esfera pública e novas etnicidades

Politics, public sphere and new ethnicities

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Author(s): Sérgio Costa

Journal: Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis
ISSN 1807-1384

Volume: 2;
Issue: 1;
Start page: 1;
Date: 2005;

Keywords: Novas etnicidades | Redes políticas transnacionais | Anti-racismo no Brasil | New ethnicities | Transnational networks | Anti-racism in Brazil

ABSTRACT
PortuguesO discurso da mestiçagem, no interior do qual se consolida a imagem da nação tolerante, capaz de assimilar todas as reivindicações de reconhecimento das particularidades e diferenças culturais, prevaleceu durante muitas décadas como forma hegemônica de auto-representação do Brasil. Contudo, recentemente, um leque variado de atores sociais (quilombolas, Movimento Negro Unificado, organizações indígenas) vem colocando em xeque tal discurso, denunciando as injustiças históricas e a continuada discriminação de que são vítimas. A relação desses atores com a política e o espaço público nacionais é ambivalente. De um lado, dependem da política doméstica como contexto de articulação de suas diferenças e de luta pela concretização de suas reivindicações. Ao mesmo tempo, a construção de sua identidade de protesto implica denunciar a nação que os concedeu um lugar subalterno e buscar alianças transnacionais que respaldem suas iniciativas. O paper discute, de forma genérica, tais movimentos, aprofundando-se no estudo das novas mobilizações da população afro-descendente. O objetivo é mostrar como as conquistas políticas alcançadas nesse âmbito (implementação de medidas compensatórias, reconhecimento cultural) só podem ser adequadamente entendidas quando se leva em conta a relação de interdependência entre as a inserção de tais atores no espaço público nacional e seus vínculos com redes políticas transnacionais.EnglishThe miscegenation discourse, in which the image of a tolerant nation is consolidated- the nation capable of assimilating all demands for recognition of peculiarities and cultural differences – prevailed during several decades as an hegemonic way of self representation of Brazil. However, recently, a variety of social actors (descendants of refugee slaves – quilombolas - , Unified Black Movement, indigenous organizations) have been questioning such a discourse, denouncing the historical injustices and the increasing prejudice they have been victims of. The relationship among these actors and the politics and the national public space is ambivalent. On one hand, they depend on the domestic politics as a context for the articulation of their differences and for the fight for the concretizing of their demands. On the other hand, the construction of their protest identity implies denouncing the nation that has conceded them a subordinated place and in searching transnational alliances which support their initiatives. The paper discusses, in a general way, such movements, going deeper in the studies of the new mobilizations of Afrob-Brazilians. It be showed how some political achievments (implementation of compensatory policies, cultural recognition) can only be properly understood when you take into account the relation of interdependence between the insertion of such actors in the national public space and their links to transnational political networks.
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