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Redescrição e Indeterminação do Passado

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Author(s): Ronie Alexsandro Teles da Silveira

Journal: Revista Redescrições : Revista on-line do GT de Pragmatismo e Filosofia Norte-Americana
ISSN 1984-7157

Volume: 1;
Issue: 3;
Start page: 1;
Date: 2009;
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Keywords: Rorty | Redescrição | Indeterminação do Passado | Idealismo Alemão

ABSTRACT
O conceito rortiano de “redescrição” implica em uma permanente abertura de resignificação. Com ele se abre a possibilidade poética de que o indivíduo torne-se plenamente sujeito de sua própria existência de tal maneira que possa constituir um novo sentido para ela. Isso implica em não apenas que o futuro, mas também que o passado esteja indeterminado. Com efeito, se a redescrição funciona como um corolário da liberdade individual - na medida em que o sentido da vida torna-se não mais algo dado pela tradição ou pelasinstituições sociais, mas estabelecido pelo próprio indivíduo – ele também se liberta do seu próprio passado. O eu poético que é capaz de tal exercício criativo é um eu livre no mais alto grau. Para ele não há nenhum tipo de constrangimento, nem mesmo do tempo. Esse estado de indeterminação pura é muito semelhante ao do eu da filosofia idealista de Fichte. Embora se trate de um ambiente filosófico distinto em que a linguagem ocupa a primeira cena, a noção rortyana da redescrição não estaria retomando a linha de pensamento doidealismo alemão?
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