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RELEITURAS E INCLUSÃO SOCIAL. REREADING AND SOCIAL INCLUSION

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Author(s): Heleusa Figueira Câmara

Journal: Revista Eletrônica de Educação
ISSN 1982-7199

Volume: 7;
Issue: 1;
Start page: 99;
Date: 2013;
Original page

Keywords: Prisão | narrativas | leitura e escrita | inclusão social. Prison | narratives | reading and writing | social inclusion.

ABSTRACT
A caminhada possível da educação cultural e criativa nas prisões implica discutir a política do encarceramento em nome da lei, que se diz igual para todos e estabelece o castigo e o controle, como forma de normalização de condutas. Os diferentes sentidos provenientes dessas múltiplas interpretações entrecruzam-se, distanciam-se, somam-se a depender das sensações de perceptos e afectos, ao usar conceitos de justiça e paz social, para referendar injustiças sociais, (re)classificando pessoas para a exclusão. O incentivo à leitura e à escrita nos espaços carcerários tem propiciado aos prisioneiros a expressão do passado, da história que não foi contada no processo por ser vista como irrelevante, fazendo germinar o que fica no esquecimento - a luz de cada ser humano sobre a face da terra. Na condição de dupla autoria: do crime e da escritura, o prisioneiro tende a escrever sobre si, numa escrita para o outro, como espaço de releitura e de potencialidades.The possible journey of cultural and creative education leads to a discussion of the policy of imprisonment under the law, which law is said to be equal for all and which establishes punishment and control as a means of normalizing behavior. The different senses derived from these multiple interpretations overlap each other, distance themselves from each other, or combine with each other, depending on the sensations of percepts and affects, by using concepts of social justice and peace in order to endorse social injustices, (re)classifying people for exclusion. Encouraging reading and writing in prisons has provided inmates a way to express their past – their stories that were not told during the legal proceedings because they were seen as irrelevant – a circumstance facilitating the germination of that which had been doomed to oblivion – the light of each human being on earth. In double authorship – of the crime and of the writing – the prisoner tends to write about himself, a writing for the other, as a space of rereading and of potentialities.
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