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Resultados do transplante de fígado na doença hepática alcoólica

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Author(s): Parolin Mônica Beatriz | Coelho Júlio Cezar Uili | Igreja Mauro da | Pedroso Maria Lúcia | Groth Anne Karoline | Gonçalves Carolina Gomes

Journal: Arquivos de Gastroenterologia
ISSN 0004-2803

Volume: 39;
Issue: 3;
Start page: 147;
Date: 2002;
Original page

Keywords: Transplante de fígado | Hepatopatias alcoólicas

ABSTRACT
RACIONAL: O transplante de fígado é aceito como modalidade terapêutica efetiva nas doenças hepáticas avançadas, incluindo a cirrose alcoólica. OBJETIVO: Avaliar os resultados do transplante hepático em pacientes com cirrose alcoólica no Programa de Transplante Hepático do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR. PACIENTES E MÉTODOS: Análise retrospectiva dos pacientes com cirrose alcoólica submetidos a transplante hepático no Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná entre setembro de 1991 e janeiro de 2001. Todos os candidatos apresentavam período de abstinência de álcool > 6 meses antes do transplante. A identificação do consumo de álcool no período pós-transplante hepático baseou-se em: (1) informações fornecidas pelo paciente e/ou familiares, e/ou (2) anormalidades bioquímicas sugestivas de consumo abusivo de álcool associadas a anormalidades histológicas compatíveis com lesão pelo etanol. RESULTADOS: Vinte adultos com cirrose alcoólica (19 homens e 1 mulher) com mediana de idade de 50 anos (29-61 anos) foram submetidos a transplante hepático, correspondendo a 13,8% das indicações de transplante hepático em adultos. Em 30% dos pacientes (6/20) houve associação com hepatite viral crônica, e em 1 caso (5%) presença de hepatocarcinoma. A maioria dos pacientes apresentava disfunção hepática grave no pré-transplante (75% Child C). A mediana do tempo de abstinência pré-transplante foi de 24 meses (9 a 120 meses). A mediana do tempo de seguimento pós-transplante foi de 14 meses (1 a 66 meses). A sobrevida do paciente em 1 e 3 anos após o transplante hepático foi de 75% e 50%, respectivamente. As principais complicações observadas foram: rejeição aguda (n = 8; 40%), rejeição crônica (n = 1; 5%), trombose da artéria hepática (n = 3; 15%), complicações biliares (n = 3; 15%) infecção por citomegalovírus (n = 4; 20%), infecções bacterianas e fúngicas (n = 9; 45%). A incidência detectada de recidiva do consumo de álcool foi de 15% (3/20). Em um dos casos de recidiva o uso inadequado dos imunossupressores resultou em rejeição crônica com perda do enxerto. CONCLUSÕES: Transplante hepático na cirrose alcoólica associou-se a níveis satisfatórios de sobrevida a curto e médio prazo. No presente estudo a recidiva do consumo de álcool foi pequena, o que pode ser devido à falta de rastreamento adequado.

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