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Saúde mental na prática da atenção integral do Programa de Saúde da Família Mental health in the practice of comprehensive care of the Family Health Program

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Author(s): Nilson Gomes Vieira Filho | Enivaldo Carvalho Rocha | Eduardo Melo Fraça

Journal: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
ISSN 1809-5909

Volume: 2;
Issue: 5;
Start page: 15;
Date: 2010;
Original page

Keywords: Programa Saúde da Família | Ação Intersetorial | Saúde Mental

ABSTRACT
O objetivo proposto foi investigar como a saúde mental está inserida na prática da atenção integral do Programa de Saúde da Família (PSF). Nesse sentido, foi realizada em Recife uma pesquisa participante em uma unidade desse Programa, na qual, após diálogo com a equipe, decidiu-se focalizar os aspectos psicossociais ligados a essa atenção integral. Para isso, elaborou-se um questionário, que, posteriormente, foi aplicado a uma amostra empírica de 88 pessoas que tomavam “remédio controlado” em saúde mental. O perfil desses pacientes mostra uma tendência à inserção social precária. Os percursos terapêuticos apontam que o PSF não estaria funcionando como “porta de entrada” em saúde mental. Algumas concepções populares foram constatadas, dentre elas: convulsão, nervos, depressão e deficiência mental. As medicações mais utilizadas foram: diazepam, gardenal e haldol. Observou-se que 44,3% dos que se submeteram ao estudo foram internados. Nas considerações finais, dá-se ênfase à compreensão do conhecimento de senso comum dos pacientes nas ações integrativas de saúde/saúde mental, bem como ao trabalho terapêutico em rede de serviços.This study aims to investigate how mental health is being addressed by the comprehensive health care practice of the Family Health Program (FHP). To this purpose we performed a participative research in a unit of this Program in the city of Recife. After discussing the issue with the team it was decided to focus on the psychosocial aspects related to this comprehensive approach. A questionnaire was constructed and answered by a sample of 88 individuals under treatment with “controlled drugs”. The profile of these patients showed a trend to precarious social insertion. The therapeutic course demonstrates that the FHP is not working as an “entrance door” to mental health. We observed some commonsense conceits such as: convulsion, nerves, depression and mental deficiency. The most commonly used drugs were: diazepam, phenobarbital, haloperidole. 44,3% of patients who participated in the study had been admitted to a psychiatric hospital before. In our final considerations we emphasize the importance of understanding the common knowledge of the patients to allow for an integrative health/mental health care approach and highlight the possibility of providing therapeutic care through service networks.
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