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Self-perceived health of adults users of Primary Health Care Services in Porto Alegre, RS, Brazil Autopercepção da saúde entre usuários da Atenção Primária em Porto Alegre, RS

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Author(s): Milena Rodrigues Agostinho | Mônica Celestina Oliveira | Maria Eugênia Bresolin Pinto | Giuliano Uhlein Balardin | Erno Harzheim

Journal: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
ISSN 1809-5909

Volume: 5;
Issue: 17;
Start page: 9;
Date: 2011;
Original page

Keywords: Atenção Primária à Saúde | Autoimagem | Estudo transversais

ABSTRACT
Self-perceived health is based on both subjective and objective criteria and can be influenced by factors such as gender, age, social class and existing chronic disease. This paper describes self-perceived health in adults affiliated to the network of Primary Health Care (PHC) in the city of Porto Alegre (RS), Brazil. This is a population-based cross-sectional study. Self-perceived health was assessed based on the question: “Compared to someone from your age and gender, how would you rate your health?”. Responses were assembled as “good” or “bad”. Socioeconomic and demographic variables, as well as biological effects, lifestyle, health status and the relationship between patients and the Health Care System or doctors have been used in the hierarchical conceptual model in order to help the description of self-perception of health through modified Poisson regression. From 3,009 users, 2,355 (78.3%; CI: 74.9-81.3) believed to have good self-perceived health. Out of the total 1,013 (43%; CI: 39.3-46.9) were men, 1,229 belonged to C, D and E social classes (52.2%; CI: 40.2-63.9), 629 (26.7 %; IC: 26.5-30.1) belonged to age 18 to 30 years and 626 (26.6%; IC: 21.5-31.5) to 30 to 45 years of age. From those having self-perceived their health as “good”, 1,075 smoked (45.7%; CI: 40.9-50.6), 276 consumed more than 175g of alcohol per week (11.7%; CI: 10.2-13.4), 1,197 were sedentary (51.4%; CI: 49.1-53.7) and 573 suffered at least from one chronic disease (24.4%; CI: 20.9-28.2). By means of hierarchical model, we have observed that the probability of a person referring to his/her self-perceived health as good, diminished if they were women (PR: 0.92; CI: 0.88-0.95), smokers (PR: 0.92; CI: 0.88-0.96), had a chronic disease (PR: 0.78; CI: 0.72-0.84), or were users of the Health Services – at least four appointments per year (PR: 0.85; CI: 0.82-0.92). Conversely, not having been hospitalized (PR: 1.14; CI: 1.06-1.25) or been satisfied with the latest appointment (PR: 1.19; CI: 1.11-1.27) increased significantly the probability of a user to assess its health as “good”. Self-perceived health has proved to be influenced by biological and socialeconomic factors as well as existing attachment to health services. It should be noted that the more satisfied a patient was with PHC services, the better self-perception of health he had, which justifies the reorganization of the Brazilian national health care service (Sistema Único de Saúde) through the extension of present PHC network services, such as the Family Health Strategy (Estratégia Saúde da Família) program.A autopercepção da saúde baseia-se em critérios subjetivos e objetivos, sendo influenciada por fatores como sexo, idade, classe social e presença de doenças crônicas. Este trabalho descreve a autopercepção da saúde de usuários adultos adscritos à rede de Atenção Primária à Saúde (APS) de Porto Alegre (RS). Trata-se de um estudo transversal de base populacional, que avaliou a autopercepção da saúde por meio da pergunta “Comparado com alguém de sua idade e sexo, como você considera sua saúde?”. As respostas foram agrupadas em “boa” ou “ruim”. Variáveis sociodemográficas e econômicas, biológicas, de estilo de vida, do estado de saúde e da relação com o Serviço de Saúde ou médico referido foram utilizadas no modelo hierárquico conceitual para auxiliar na descrição da autopercepção de saúde por meio de regressão de Poisson modificada. De 3.009 usuários, 2.355 (78,3%; IC: 74,9-81,3) referiram ter boa autopercepção de saúde, dos quais 1.013 (43%; IC: 39,3-46,9) eram homens, 1.229 pertenciam às classes sociais C, D e E (52,2%; IC: 40,2-63,9), 629 (26,7%; IC: 26,5-30,1) pertenciam à faixa etária de 18 a 30 anos e 626 (26,6%; IC: 21,5-31,5) à faixa etária de 30 a 45 anos. Dos que referiram boa autopercepção de saúde, 1.075 eram tabagistas (45,7%; IC: 40,9-50,6), 276 consumiam mais de 175g de álcool/semana (11,7%; IC: 10,2-13,4), 1.197 eram sedentários (51,4%; IC: 49,1-53,7) e 573 possuíam pelo menos uma doença crônica (24,4%; IC: 20,9-28,2). Pelo modelo hierárquico, observa-se que sexo feminino (RP: 0,92; IC: 0,88-0,95), tabagismo (RP: 0,92; IC: 0,88-0,96), presença de doença crônica (RP: 0,78; IC: 0,72-0,84) e utilização do Serviço – pelo menos quatro consultas/ano (RP: 0,85; IC: 0,82-0,92) foram fatores que diminuem a probabilidade de uma pessoa referir boa autopercepção de saúde. Não ter hospitalização (RP: 1,14; IC: 1,06-1,25) e estar satisfeito com a última consulta (RP: 1,19; IC: 1,11-1,27) aumentaram significativamente a probabilidade de o usuário avaliar sua saúde como boa. A autopercepção da saúde mostra-se influenciada por fatores biológicos, socioeconômicos e de vínculo com o Serviço. Cabe ressaltar que maior satisfação com Serviço de APS estava associada à melhor autopercepção de saúde, justificando a reorganização do Sistema Único de Saúde pela ampliação da rede de Serviços de APS, como a Estratégia Saúde da Família.

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