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Subjectividade e Bem-Estar das Crianças: (in)visibilidade e voz. Subjectivity and children welfare: (in)visibility and voice

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Author(s): Ferreira, Manuela | Sarmento, Manuel Jacinto

Journal: Revista Eletrônica de Educação
ISSN 1982-7199

Volume: 2;
Issue: 2;
Start page: 60;
Date: 2008;
Original page

Keywords: Infância | bem–estar social | políticas públicas | investigação social | childhood | social welfare | public policies | social investigation

ABSTRACT
A produção política e normativa sobre bem-estar social das crianças, nomeadamente a que emana da União Europeia, apoia-se, usualmente, em referenciais metodológicos que usam valores e ideias tomados aproblematicamente. Esses referenciais revertem para a pesquisa científica de suporte às políticas públicas, que assim reproduzem concepções não problematizadas sobre os termos de referência utilizados e têm consequência no aparato metodológico mobilizado. Genericamente, essas pesquisas sustentam-se em estatísticas, que aliam à sua natureza extensiva, uma muito reduzida capacidade de dar conta das diferenças e desigualdades entre crianças. Mais ainda, essas metodologias usualmente sustentam-se em procedimentos epistemológicos que perspectivam as crianças a partir de pontos de vista adultocêntricos e etnocêntricos. As questões da alteridade infantil, da diferença cultural e até, frequentemente, da desigualdade social, encontram pouca expressão na produção investigativa patente em múltiplos relatórios, nomeadamente nos originários das grandes organizações europeias e internacionais. Em simultâneo, dimensões como a acção e as culturas infantis são dificilmente apreendidas nessas investigações sobre bem-estar. A partir de uma perspectiva alternativa, procuramos neste artigo estabelecer as bases teóricas, epistemológicas e metodológicas que permitam, na análise do bem-estar infantil, cruzar os indicadores estruturais com as dimensões da subjectividade, e os factores sociais com a interpretação e acção das crianças, enquanto actores sociais concretos.The political and normative production about children social welfare, especially the one produced in the European Union, is usually based on methodological references that use values and ideas unproblematically taken. These references are related to the scientific research that supports public policies, reproducing conceptions that are not problematized about the referential terms used, having consequences on the mobilized methodological apparatus. These studies are generally supported by statistics that adds to its extensive nature a very short capacity of dealing with differences and dissimilarities between children. Moreover, these methodologies are usually based on epistemological proceedings that analyses the children from points of view focused on adults or ethnicity. The questions about children alterity, cultural diversity and even social dissimilarity find weak expression on the investigative production in several reports, especially the ones produced in important international and European organizations. At the same time, subjects like action and childhood cultures are hardly seen in studies about welfare. From an alternative perspective, we tried to set in this article the theoric, epistemological and methodological basis that allow, at the children welfare analyses, the crossing of structural indicators and subjectivity dimensions and also the crossing of social factors and comprehension and action of children as concrete social actors.
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