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O sujeito da neurociência: da naturalização do homem ao re-encantamento da natureza The subject in neuroscience: from the naturalization of man to the re-enchantment of nature

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Author(s): Jane A. Russo | Edna L. T. Ponciano

Journal: PHYSIS
ISSN 0103-7331

Volume: 12;
Issue: 2;
Start page: 345;
Date: 2002;
Original page

Keywords: Neurociência | pessoa moderna | mente | Neuroscience | modern person | mind

ABSTRACT
O objetivo deste trabalho é circunscrever a concepção de sujeito que emerge das teorias neurocientíficas sobre a mente. Para tanto, abordamos três autores-chave do campo da neurociência: Francisco Varela, Humberto Maturana e Gerald Edelman. A partir da análise de seus trabalhos, concluímos que uma determinada concepção de sujeito, calcada numa visão inteiramente materialista da mente, se apresenta como substituto vantajoso de uma concepção que poderíamos chamar de "psicológica", calcada principalmente, mas não exclusivamente, na psicanálise. Procuramos demonstrar a hipótese de que o atual sucesso da visão "neurocientífica" do ser humano, se de fato aponta para algum grau de ruptura com o chamado "paradigma moderno", também pode ser interpretado como a radicalização de determinadas características e contradições presentes na própria constituição desse paradigma e, por conseqüência, da pessoa moderna.The objective of this article is to circumscribe the concept of subject that emerges from neuroscientific theories of the mind. We approach three key authors from the field of neuroscience: Francisco Varela, Humberto Maturana, and Gerald Edelman. Based on an analysis of their work, we conclude that a given concept of subject, founded on an entirely materialist view of the mind, emerges as an advantageous substitute for what we could call a "psychological" concept, based principally but not exclusively on psychoanalysis. We discuss the hypothesis that the current success of the "neuroscientific" vision of human beings, while in fact pointing to some degree of break with the so-called "modern paradigm", may also be interpreted as the radicalization of given characteristics and contradictions present in the constitution of this paradigm itself and, consequently, that of the modern person.
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