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Sujeitos governados da EJA: reverberações discursivas nas difíceis relações entre saberes matemáticos

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Author(s): Alexandrina Monteiro | Jackeline Rodrigues Mendes | Maria Fátima Guimarães

Journal: Reflexão & Ação
ISSN 0103-8842

Volume: 20;
Issue: 2;
Start page: 115;
Date: 2012;
Original page

Keywords: EJA | Governamentalidade | Discurso | Educação Matemática

ABSTRACT
Este artigo é fruto das discussões realizadas pelo grupo de pesquisa em estudos de Foucault da Universidade São Francisco. Alguns dos exemplos focalizados já foram temas de apresentações em congressos nacionais e internacionais. Eles são tomados como provocações para algumas reflexões ancoradas em determinados episódios relacionados às aulas de matemática para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nestas, muitas vezes, deparamo-nos com a crença de que o uso de saberes mobilizados em práticas não escolares, privilegiadamente daquelas práticas relacionadas às questões financeiras ou de compra e venda, facilitaria a aprendizagem. A problematização proposta visa desconstruir a crença do que entendemos ser uma tentativa de homogeneização em atividades escolares de práticas que, ao adentrarem na escola, se fortalecem ao serem legitimadas enquanto um discurso instituído disciplinarmente a partir de uma dada experiência docente que, muitas vezes, tende a desconsiderar as outras racionalidades trazidas pelos alunos. Para tanto, tomamos como mote de nossa discussão alguns aspectos da legislação que constituem o espaço normatizador da EJA, ou seja, o discurso de sua governamentalidade e, na sequencia, abordamos um episódio ocorrido em uma aula de matemática na EJA.Abstract Este artículo es el resultado de los debates del grupo de investigación en los estudios de Foucault de la Universidad en San Francisco. Algunos de los ejemplos que se han centrado fueran temas de presentaciones en conferencias nacionales e internacionales. Los ejemplos han tomado como provocación para algunos pensamientos anclados en ciertos episodios relacionados con las clases de matemáticas para estudiantes de la Educación de Jóvenes y Adultos (EJA). En estas clases, a menudo, nos dimos cuenta de la creencia de que el uso del conocimiento movilizados en prácticas no escolares, especialmente las prácticas relacionadas con asuntos financieros de compra y venta, pueden facilitar el aprendizaje. Lo debate aquí propuesto pretende deconstruir la creencia en lo que entendemos es un intento de homogeneización en las actividades escolares prácticas que, cuando se aventuran en la escuela, se fortalecen al ser legitimada como un discurso instituido por un procedimiento disciplinario a partir de una experiencia docente que, a menudo, tiende a no considerar otras racionalidades presentadas por los estudiantes. Así, tomamos como lema de nuestra discusión algunos aspectos de la legislación que constituyen el espacio normativo de EJA, es decir, el discurso de su gobernabilidad y, en la segunda parte, se discute un episodio que ocurrió en una clase de matemáticas en la EJA.
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