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O triângulo amoroso ao infinito

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Author(s): Hohlfeldt, Antônio

Journal: Sessões do Imaginário
ISSN 1516-9294

Volume: 1;
Issue: 6;
Start page: 5;
Date: 2001;
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Keywords: CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA - BRASIL

ABSTRACT
Costumo dizer que não há bom filme sem um bom roteiro. As exceções eventuais, antes que me contestem, servem exatamente para confirmar a regra. É evidente que o contrário pode ocorrer; um bom roteiro redundar em um péssimo filme. Não é o caso, contudo, de Eu, tu, eles , realização de Andrucha Waddington, que possui um roteiro extraordinário, sem melodramatismos ou pieguismos, que realiza sínteses admiráveis, valendo-se estritamente da chamada linguagem cinematográfica , bastando lembrar-se, em diferentes níveis, a fala de despedida da mãe de Darlene, quando esta vai embora pela manhã; a seqüência sem quaisquer palavras do deslocamento da noiva até a igreja e, ali, a espera, durante todo o dia, no adro da igreja; a síntese temporal da viagem de Darlene grávida, na boléia do caminhão, e seu retorno à terra natal, alguns anos depois, com o filho já crescido, ou a travessia do rio que Zezinho faz, antes de sua primeira relação com Darlene, e assim por diante.
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