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Violência, drogadição e processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família: conflitos de um grande centro urbano brasileiro Violence, drug addiction and the work process of Family Health Strategy: conflict of a large Brazilian urban center Violencia, drogadicción y los procesos de trabajo en la Estrategia de Salud de la Familia: conflictos de un gran centro urbano brasileño

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Author(s): Tatiana Monteiro Fiúza | Alcides Silva de Miranda | Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro | Mayrá Lobato Pequeno | Pedro Renan Santos de Oliveira

Journal: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
ISSN 1809-5909

Volume: 6;
Issue: 18;
Start page: 32;
Date: 2011;
Original page

Keywords: Violência | Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias | Atenção Primária à Saúde | Saúde da Família

ABSTRACT
A implantação e consolidação da Estratégia Saúde da Família (ESF) em um grande centro urbano é um desafio. Questões decorrentes da dinâmica histórico-social de um grande centro urbano influenciam o processo de trabalho e as necessidades de educação em saúde percebidas pelos profissionais de saúde. A pobreza, a desigualdade social, as drogas e a violência urbana potencializam-se por meio de um feedback cruel e positivo, o que Campos denominou de um fluxo maluco e contraditório de informações, com essa ciranda perversa de destruição de valores penosamente construídos, influenciando nas atividades das Equipes de Saúde da Família. Este trabalho possuiu como objetivo analisar as percepções de profissionais de nível superior que atuam na ESF sobre a influência do trabalho em um grande centro urbano no processo de trabalho das equipes e necessidades educacionais dos profissionais, particularmente a violência urbana, a drogadição e tráfico de drogas. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa sobre os discursos práticos de profissionais de Saúde, a partir de Grupos Focais e entrevistas individuais em profundidade, com o escopo de análise baseado no método de Análise de Conteúdo, do tipo Categorial e Temática. Diferenças entre a ESF no interior, em municípios de pequeno e médio porte e na capital e as dificuldades inerentes ao trabalho nesta foram recorrentes no discurso. Reflexões sobre a problemática da violência urbana, da drogadição e do tráfico de drogas são explícitas no material discursivo. Riscos e vulnerabilidades inerentes a essa questão surgem como problemática a ser enfrentada pelos profissionais da ESF: promiscuidade sexual, início precoce da vida sexual, atividade sexual desprotegida, prostituição, negligência para com as crianças, problemas familiares, abandono e maus tratos de idosos, evasão escolar, dentre outros.The implantation and consolidation of Family Health Strategy (ESF) in a great urban center is a challenge. Matters of social historical dynamics of a great urban center influence the work process and the needs of health education perceived by the health professionals. Poverty, economic inequality, drugs and urban violence potentiate themselves through a cruel and positive feedback, what Campos called a crazy and contradictious information flow, a vicious cycle of values destruction influencing on the health professionals’ activities. This study aimed to analyse the perceptions of higher level professionals that work on Family Health Strategy about the influence of their work in a great urban center on the work process of the teams and educational needs of the professionals, particularly urban violence, drug addiction and drug trafficking. The study presents a qualitative approach on practical discourse of the health professionals, from focus groups and individual interviews, with the scope of analysis based on the Content Analysis method, applied through a thematic cathegorial analysis. Differences between Family Health Strategy in small and average cities and in the capital and its inherent difficulty of work were recurrent. Reflections about the urban violence problematic, drug addiction and drug trafficking are explicit on this  study. Inherent risks and vulnerabilities of the matter arise as problematic to be faced by the professionals of Family Health Strategy: sexual promiscuity, early active sex life, unprotected sex activity, prostitution, negligence of children, family problems, negligence and mistreatment of the elderly, truancy, among others.La implantación y consolidación de la Estrategia Salud de la Familia (ESF); en un gran centro urbano es un desafío. Cuestiones decurrentes de la dinámica histórico social de un gran centro urbano influencian el proceso de trabajo y la necesidades de educación en salud percibidas por los profesionales de salud. La pobreza, la desigualdad social, las drogas y la violencia urbana se potencializan a través  de un feedback cruel y positivo, lo que Campos ha denominado de un flujo loco y contradictorio de informaciones, con esa continuidad perversa de destruición de valores penosamente construidos, influenciando en las actividades de los equipos de salud de la familia. Este trabajo posee como objetivo analizar las percepciones de profesionales de nivel superior que actúan en la Estrategia de Salud de la Familia sobre la influencia del trabajo en un gran centro urbano en el proceso de trabajo de los equipos y necesidades educacionales de los profesionales, particularmente la violencia urbana, la drogadicción y tráfico de drogas. Se trata de un estudio de abordaje cualitativo sobre los discursos prácticos de profesionales de salud, a partir de Grupos Focales y cuestionarios individuales en profundidad, con el ámbito de análisis basado en el método de análisis de contenido, tipo Categorial y Temática. Distinciones entre la Estrategia de Salud de la Familia en el interior, en municipios de pequeño y medio porte y en la capital y las dificultades inherentes al trabajo en esta se recorrieron en discurso. Reflexiones sobre la problemática de la violencia urbana, de la drogadicción y del tráfico de las drogas son explícitas en material discursivo. Riesgos y vulnerabilidad inherentes de esta cuestión surgen como problemática a ser enfrentada por los profesionales de la Estrategia de Salud de la Familia: promiscuidad sexual, inicio precoz de la vida sexual, actividad sexual sin protección, prostitución, negligencia para con los niños, problemas familiares, abandono y malos tratos de personas mayores, evasión escolar, entre otros.

Tango Rapperswil
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