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Corpo e tecnologias de visualização médica: entre a fragmentação na cultura do espetáculo e a fenomenologia do corpo vivido The body and medical visualization technologies: between fragmentation in the culture of the spectacle and the phenomenology of the living body

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Author(s): Francisco Ortega

Journal: PHYSIS
ISSN 0103-7331

Volume: 15;
Issue: 2;
Start page: 237;
Date: 2005;
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Keywords: Corporeidade | visualização médica | cultura do espetáculo | fragmentação | corporality | medical visualization | culture of the spectacle | fragmentation

ABSTRACT
Este artigo tem como objetivo analisar o impacto das tecnologias da visualização médica sobre a corporeidade no contexto da cultura do espetáculo. O sucesso dessas tecnologias para além do âmbito estritamente biomédico deve ser compreendido no contexto da visualidade espetacular. Tanto a visualidade espetacular como a visualidade médica colocam em questão o estatuto do Real corporal e oferecem a imagem do corpo como o próprio corpo, um corpo que é ao mesmo tempo real e virtual. O corpo virtual é um ícone da cultura do espetáculo, na qual a imagem atinge uma materialidade singular que compete pelo estatuto de realidade com a materialidade do corpo físico. A esse modelo se opõe nossa experiência encarnada do corpo físico unificado, como sujeito de ação no mundo, que implica o conjunto dos sentidos e que escapa na mera apreensão visual e objetivante da mídia e das tecnologias de imageamento. Portanto, a corporificação imaterial das tecnologias médicas é uma pseudocorporificação, na qual o que se perde é a substância, o corpo.This article aims to analyze the impact of medical visualization technologies on corporality in the context of the culture of the spectacle. The success of such technologies beyond the biomedical field itself should be understood in the context of spectacular visuality. Both spectacular and medical visuality challenge the statue of the corporal real and offer the body's image as the body itself, a body which is both real and virtual. The virtual body is an icon of the culture of the spectacle, in which the image achieves a unique materiality that competes with the materiality of the physical body for the statute of reality. Opposed to this model is our incarnate experience of the unified physical body as the subject of action in the world, involving our senses as a whole and escaping in the mere visual and objectifying grasp of the media and imaging technologies. Thus, the immaterial embodiment of medical technologies is a pseudo-embodiment, in which the substance, the body, is lost.
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