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Seria a intolerância aos ateus na Primeira Carta consequência necessária da teoria da motivação do Ensaio?

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Author(s): André Coelho

Journal: PERI
ISSN 2175-1811

Volume: 4;
Issue: 2;
Start page: 92;
Date: 2012;
Original page

Keywords: Locke | tolerância | ateus | motivação | autointeresse | probabilidade

ABSTRACT
Na sua Primeira Carta Sobre a Tolerância, Locke afirma que ateus não devem ser tolerados, pois não reconhecem deveres e não são confiáveis nas relações em sociedade. Os comentadores, embora lamentando esta afirmação, consideram-na conclusão inevitável de dois pontos da teoria lockiana da motivação moral exposta no Ensaio sobre o Entendimento Humano: a dependência dos deveres em relação ao medo da punição e o papel do medo da punição divina na suplementação do medo da punição humana. Neste artigo, proporemos dois contra-argumentos à explicação dos comentadores. O primeiro, de que motivos de autointeresse inteiramente compatíveis com a teoria da motivação do Ensaio poderiam servir de motivação para a conduta moral dos ateus em sua vida civil. O segundo, de que ateus estariam pelo menos na mesma condição de crentes que desafiam a punição divina em que creem, sendo, assim, merecedores pelo menos da mesma tolerância. Pretendemos mostrar que, mesmo aceitando todas as premissas sobre motivação moral do Ensaio, é ainda possível recomendar aos ateus melhor tratamento.

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